10:51 01-02-2026
Autonomia de veículos elétricos cresce para 550 km em testes reais
Os testes de veículos elétricos em condições reais mostram um aumento constante na sua autonomia. Nos últimos seis anos, a média de alcance cresceu cerca de 200 quilómetros, alterando significativamente as perceções sobre o transporte elétrico.
A Federação Automóvel da Noruega realiza testes em larga escala de carros elétricos duas vezes por ano, em condições de verão e inverno. Todos os veículos começam o percurso ao mesmo tempo, permitindo comparações objetivas. Há cinco ou seis anos, a autonomia média mal ultrapassava os 350 quilómetros; hoje, atinge cerca de 550 quilómetros, segundo dados oficiais. O ponto de viragem ocorreu em 2022, quando a maioria dos novos modelos ultrapassou pela primeira vez o limiar dos 500 km.
Os testes de inverno de 2026 decorreram em condições extremas, com temperaturas a descer até aos 32 graus Celsius negativos. O Lucid Air registou o melhor resultado, enquanto o MG4 EV e o Hyundai Ioniq mostraram o menor desvio em relação aos valores certificados pelo ciclo WLTP. De 25 modelos testados, 17 anunciam pelo menos 500 km de autonomia, e oito ultrapassam a marca dos 600 km. Para comparação, apenas dois carros assim existiam há seis anos. Os representantes da NAF sublinham que o objetivo destes testes não é bater recordes, mas avaliar como a autonomia real corresponde às especificações anunciadas.
Este crescimento na autonomia coincide com avanços na tecnologia de carregamento rápido e uma oferta de modelos cada vez mais diversificada. Carros familiares e carrinhas estão cada vez mais presentes nestes testes, um sinal de que os veículos elétricos estão a sair do nicho de mercado. Embora o ritmo de melhoria média tenha abrandado, o potencial tecnológico mantém-se elevado, com alguns modelos já a aproximar-se dos 1.000 quilómetros de autonomia no ciclo CLTC.
Os veículos elétricos continuam a evoluir, superando gradualmente as principais limitações dos anos anteriores. O aumento da autonomia real torna-os mais versáteis e confirma que a transição para uma maior autonomia é uma questão dos próximos anos, e não de um futuro distante.