06:17 05-05-2026
Recall do Toyota Sienna gera ação coletiva por defeito nos assentos
A minivan Toyota Sienna está no meio de uma complicada novela de recall nos EUA. O modelo familiar foi convocado para recall devido a um defeito nos assentos da segunda fileira, mas os proprietários estão há meses esperando uma solução. Agora, uma ação coletiva foi movida contra a Toyota, alegando que, até 1º de abril de 2026, nenhum guia dos assentos havia sido substituído.
Anunciado em outubro de 2025, o recall atinge 54.600 unidades do Sienna. O problema está nos guias dos assentos da segunda fileira, que podem perder a integridade estrutural em colisões de alta velocidade. Isso eleva o risco de ferimentos, especialmente porque é justamente nessa fileira que as crianças costumam viajar em cadeirinhas.
A Toyota enviou as notificações aos proprietários em 4 de dezembro de 2025, mas sem informar uma data específica para o reparo. A montadora deveria obter as peças necessárias e distribuí-las às concessionárias, mas o processo vem se arrastando. No site da NHTSA, as queixas dos proprietários só aumentam: eles relatam que as peças continuam indisponíveis e a segunda fileira permanece insegura.
Um dos proprietários contou que a Toyota orientou os donos a não utilizarem os assentos da segunda fileira até que o reparo esteja disponível. Com três filhos, incluindo um bebê que precisa de cadeirinha reversível, o veículo se tornou praticamente inútil para sua família. A minivan já está parada há mais de 80 dias, e a Toyota confirmou que ainda não tem previsão de solução.
Ele recebeu um RAV4 como cortesia, mas considera o modelo um substituto insatisfatório — o crossover compacto não oferece o espaço e a versatilidade de três fileiras que o levaram a escolher a Sienna. Enquanto isso, ele diz que paga cerca de US$ 900 por mês pela minivan.
As queixas registradas até o fim de abril de 2026 pintam um cenário preocupante. Um proprietário escreveu que não se sente seguro para colocar seu recém-nascido na segunda fileira, e usar a terceira fileira é inviável. Outro classificou a espera de sete meses sem solução como inaceitável. Para agravar a situação, os guias dos assentos dos dois lados da segunda fileira podem estar comprometidos — ou seja, não há um lado seguro de fato.
A ação judicial foi movida por dois proprietários, Juliet Kelsten, de Ohio, e Adam Hamblin, da Carolina do Sul. O caso expõe uma fragilidade das campanhas de recall em larga escala: quando o defeito não pode ser corrigido por uma simples atualização remota e exige peças físicas para dezenas de milhares de veículos, os proprietários acabam encurralados entre o alerta de 'não usar' e a ausência de reparo. Até o momento, a Toyota não anunciou uma data concreta para a substituição em massa dos guias dos assentos, nem um cronograma de entrega das peças às concessionárias, tampouco detalhes sobre compensações para os proprietários que estão impossibilitados de usar plenamente seus Sienna. O recall abrange 54.600 minivans nos Estados Unidos.