13:31 11-05-2026

Daniel Craig é o novo rosto da DENZA: Z9GT gera polémica

Daniel Craig voltou a sentar-se ao volante de um carro de dar nas vistas, mas desta vez não é um Aston Martin. O ator que deu vida a James Bond em cinco filmes é o novo rosto global da DENZA, marca premium de veículos elétricos da BYD.

No novo comercial, Craig percorre estradas britânicas cobertas de nevoeiro a bordo de um DENZA Z9GT. Ao seu lado, um labrador preto. A cena transborda luxo sereno, pistas subtis de transformação e o ar cool que marcou o ex-007. No fim, ele murmura um 'Yeah...' e, num piscar de olhos quase à Bond, sugere que aquilo fique entre eles.

O anúncio funcionou exatamente como a BYD queria. A shooting brake chinesa está a dar que falar não só pelas especificações – o Z9GT debita 870 cv e aponta à Porsche, Aston Martin e outras marcas europeias de topo – mas também porque ganhou um rosto. Esse rosto é de alguém que milhões ainda ligam à mitologia automóvel britânica.

É aqui que a polémica entra. Para os fãs de Bond, custa: um personagem que durante décadas esteve ligado à Grã-Bretanha, ao MI6 e à Aston Martin está agora a ajudar uma marca chinesa a conquistar espaço na Europa. Num momento em que se discutem os carros elétricos chineses, tarifas, segurança de dados e cadeias de fornecimento de baterias, o anúncio deixou de ser apenas um belo filme – tornou-se uma peça politicamente carregada.

Claro, Craig não é o James Bond da vida real. Ele é um ator, e a DENZA paga-lhe para projetar confiança, precisão e estilo descontraído. Mas a BYD escolheu-o de propósito: um embaixador como este tira qualquer carro elétrico chinês do anonimato e transforma-o num símbolo de estatuto.

Aí está a verdadeira força da campanha. O DENZA Z9GT pode ser rápido, caro e recheado de tecnologia, mas sem este ator britânico teria gerado muito menos burburinho. Agora, a conversa já não é só sobre o carro – é sobre quem domina o luxo automóvel hoje: a velha Europa ou os novos protagonistas chineses. Bond provavelmente pisaria fundo e ignoraria a pergunta.