Dmitry Yakin

Alfa Romeo desliga o Tonale, e o que vem a seguir muda tudo

O Tonale atual sai de cena mais cedo. Chega um novo SUV sobre STLA Medium, fabricado em Melfi, maior — e com um aguardado Quadrifoglio.

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O Alfa Romeo Tonale não vai envelhecer. Segundo as informações mais recentes, a produção do atual SUV na fábrica da Stellantis em Pomigliano d’Arco termina em novembro de 2027. Para um modelo apresentado em fevereiro de 2022, isto significa um ciclo de vida pouco superior a cinco anos — curto e abrupto para os padrões do segmento.

E pensar que o Tonale era para ser o carro. A primeira tentativa séria da Alfa Romeo de entrar na era da electrificação e, ao mesmo tempo, de se enraizar no segmento mais popular dos SUV compactos. A recente actualização Model Year 2026 trouxe alguns retoques estéticos e tecnológicos, mas não mexeu um milímetro com a estratégia da Stellantis. O actual Tonale é empurrado para uma saída antecipada. E o seu sucessor não será uma simples versão renovada — será um carro sensivelmente diferente.

A produção será transferida para a fábrica de Melfi, e a base técnica será a plataforma STLA Medium. Segundo os primeiros dados, o novo SUV ultrapassará os 4,60 m de comprimento e, em volume, ficará mais próximo do actual Stelvio do que do Tonale. Resta saber se manterá o nome ou se receberá outro. Mas a direcção é clara — a Alfa Romeo quer empurrar o seu SUV para mais alto na hierarquia premium, acrescentar espaço, tecnologia e flexibilidade à gama.

São esperadas tanto versões híbridas como variantes totalmente eléctricas. Mas o detalhe mais intrigante — um possível Quadrifoglio. O Tonale actual não o tem, e muitos fãs da marca viam isso como um buraco enorme na gama. Um crossover com o escudo da Alfa Romeo tem de ter pelo menos uma versão verdadeiramente afiada. O topo de gama do novo SUV poderá finalmente encerrar essa questão e devolver ao modelo a ligação ao carácter desportivo da marca.

Em paralelo, a Alfa Romeo prepara uma expansão no segmento compacto. Os planos referem um novo hatchback — herdeiro espiritual dos Giulietta e 147. É um sinal importante. A marca não quer ficar reduzida ao formato SUV, mesmo que hoje sejam os crossovers a garantir volumes e lucros.

Para Pomigliano d’Arco, perder o Tonale também não será um golpe. A fábrica prepara-se para um novo capítulo no âmbito do projecto E-Car: ali irão ser produzidos o novo Fiat Pandina e o aguardado Citroën 2CV. É possível um terceiro modelo, do qual ainda não se fala oficialmente. O Tonale foi, para a Alfa Romeo, um carro de transição. O passo seguinte será mais difícil — tornar o SUV maior e mais avançado, sem perder aquilo pelo qual os compradores escolhem uma Alfa.

alfaromeo.com