Trinta anos, uma plataforma e um V8 que se recusa a morrer — esta é a GMC Savana 2027
Três décadas sobre a mesma plataforma, um V8 a sério debaixo do capot e zero alterações. A GMC aposta no que funciona. Mas a fábrica que monta a Savana está em risco.
A GMC Savana 2027 não vai a lado nenhum. A carrinha de grande dimensão mantém a arquitectura que carrega há quase três décadas e volta a apontar a clientes comerciais, frotas e transportadoras. Sem surpresas — e, sinceramente, é exactamente isso que este público procura.
A gama mantém três carroçarias conhecidas: Cargo Van, Passenger Van e Cutaway. A versão de passageiros regressa com os níveis de equipamento LS e LT. Os clientes comerciais recebem configurações de carga e chassis-cabine prontos para qualquer transformação, desde caixas frigoríficas até conversões em autocaravana.
As motorizações também ficam intactas. O motor de acesso continua a ser o V6 atmosférico 4.3 LV1. Quem quiser binário a sério pode escolher o V8 6.6 L8T — um dos últimos casos em que uma carrinha comercial ainda traz um autêntico oito cilindros debaixo do capot. Ambos os motores enviam a potência para as rodas traseiras através de uma caixa automática de oito relações (versão reforçada no V8).
A Savana está em catálogo desde o ano-modelo 1996, e ainda assim continua a ocupar o seu lugar na gama comercial da GMC. Arquitectura simples, mecânica testada, compatibilidade com dezenas de transformações específicas — para o pequeno empresário, ainda é mais do que suficiente. Num mundo em que metade dos lançamentos não chega à segunda geração, uma tal constancia já é argumento por si só.
A verdadeira pergunta está na fábrica. A GM já confirmou o fim da produção do Chevrolet Silverado MD de tonelagem média na mesma unidade fabril onde também saem certas versões da Chevrolet Express e da GMC Savana Cutaway. Trinta anos de fiabilidade — magnífico. Mas uma carrinha cuja linha de montagem se apaga deixa, mais cedo ou mais tarde, de ser carrinha.