BMW muda o rosto do X5, e desta vez as regras são outras
Luzes diurnas em forma de X, grelha mais estreita e um rosto único para gasolina, diesel, híbrido, elétrico e hidrogénio. O G65 é a aposta mais ousada da BMW.
A BMW finalmente tira a camuflagem. A quinta geração do X5, com o nome de código G65, chega a 30 de junho — e os bávaros acabam de publicar o teaser final, sem qualquer disfarce. O destaque está à frente: luzes diurnas em forma de X. O tipo de detalhe que outras marcas estão prestes a começar a copiar.
Não é mera decoração luminosa. A nova assinatura está pensada para arrancar literalmente o X5 do iX3 e de todos os futuros SUV da BMW que migram para a linguagem mais serena da Neue Klasse. A grelha em forma de rim afina-se e fica mais vertical: a era das narinas sobredimensionadas parece estar a apagar-se em silêncio. Mas não em todo o lado — o próximo X7, a julgar pelas fotos espião, tenciona manter a sua frente massiva só para irritar os críticos.
E aqui está a verdadeira reviravolta: todas as versões do X5 vão usar o mesmo rosto. Segundo o BMWBLOG, a gama inclui versões a gasolina, diesel, híbrido plug-in, totalmente elétricas e até a hidrogénio. Cinco tipos de propulsão sob o mesmo teto — a BMW nunca tinha tentado. E agora todas pertencem a uma única família visual. O iX5 deixará de parecer uma experiência marginal «para os outros».
O iX5 elétrico prepara-se para arrecadar um recorde pouco lisonjeiro: o BMW de série mais pesado da história, exceptuando os blindados. A bateria é a maior alguma vez montada pela marca, com a massa estimada a ultrapassar os 2.800 kg. A autonomia promete ser recorde. O preço a pagar? Desgaste acelerado de pneus e travões, e aquele comportamento característico de «peso pesado» em curva.
O iX5 Hydrogen chegará mais tarde, em 2028. Será o primeiro BMW de série com células de combustível depois de décadas de protótipos. Vai ter de se medir não só com o Mercedes-Benz GLE e o Audi Q7. O terreno dos SUV familiares de luxo torna-se cada vez mais ruidoso, com grandes híbridos chineses a entrar a todo o gás.
O novo X5 é a tentativa da BMW de espremer todas as épocas num só carro: do velho diesel até ao hidrogénio. O risco é evidente. O comprador já não escolherá um motor. Vai escolher uma filosofia de propriedade.