Vlad Komarov

A lenda parte em silêncio enquanto a Porsche enterra o Macan a gasolina que os clientes ainda queriam

O Macan térmico de primeira geração morre em julho depois de superar o elétrico em 2026. A Porsche apostou numa migração em massa. Não aconteceu.

Adicionar o Tarantas News às suas fontes preferidas do Google

A lenda parte em silêncio, sem digressão de despedida. A Porsche encerra a produção do Macan a gasolina de primeira geração — precisamente aquele apelidado de «desportivo entre os SUV». É fabricado desde o final de 2013 e o último exemplar sairá da linha de Leipzig no fim de julho.

Na Europa, o Macan a gasolina já tinha desaparecido dos concessionários ainda antes — não cumpria os novos requisitos de cibersegurança GSR2. Agora sai também de todos os restantes mercados. E para a Porsche a decisão revelou-se dolorosa: em Estugarda estavam convictos de que os compradores passariam sem hesitar para o Macan elétrico de segunda geração. Não passaram.

Os números falam por si. Em 2025 a versão elétrica de facto superou a térmica nas entregas — 45.367 carros contra 38.961. Mas no primeiro semestre de 2026 tudo se inverteu. Dos 35.315 Macan entregues, 19.695 tinham motor a gasolina e apenas 15.620 eram elétricos.

A Porsche acumulou antecipadamente stock para o mercado dos EUA e conta que essas reservas durem até 2027. Depois — o vazio. Ainda não há um substituto direto para o Macan a gasolina: um novo crossover compacto com motores térmicos e versões híbridas é esperado mais perto de 2028 e usará outro nome — o de Macan ficará reservado ao elétrico. A lição é amarga. Uma viragem brusca para o elétrico pode sair cara até aos gigantes.

porsche.com