A Honda dá luz verde ao novo Ridgeline e depois trava toda a linha de montagem
A Honda acaba de confirmar a terceira geração do Ridgeline e, ao mesmo tempo, anunciou que vai parar a produção do modelo atual. Eis o que se sabe.
Um verdadeiro paradoxo: a Honda acabou de confirmar oficialmente a terceira geração do Ridgeline — e, no mesmo comunicado, anunciou que vai suspender temporariamente toda a produção. A carrinha atual sairá de linha ainda em 2026, e um modelo totalmente novo só deverá chegar ao mercado «dentro de dois anos». Se a estreia acontecer em 2028, a geração atual terá aguentado quase 12 anos — um período longo mesmo para o ritmo prudente da Honda.
Do design do futuro Ridgeline conhece-se, por agora, apenas uma silhueta, mas a direção lê-se com facilidade: o capô e a frente tornam-se visivelmente mais verticais, a carroçaria mais angulosa. A própria Honda não esconde isso e promete «um design e capacidades ainda mais robustos». A geografia do projeto também tem a sua história: o design nasce no sul da Califórnia, a engenharia é finalizada no Ohio, e a montagem voltará a acontecer na fábrica do Alabama — a mesma que produziu as gerações anteriores.
A maior incógnita está debaixo do capô, e a Honda ainda não fala sobre isso. A marca não confirmou nem um sistema híbrido nem a continuidade do atual V6 a gasolina, pelo que todas as notícias sobre um novo grupo híbrido continuam, por agora, a ser especulação. O Ridgeline atual monta um V6 atmosférico de 3,5 litros com 280 cv, caixa automática de nove velocidades e tração integral i-VTM4.
A capacidade máxima de reboque é de 2268 kg. E é precisamente aí que vive a eterna discussão sobre este modelo: o Ridgeline assenta numa plataforma monobloco de raiz automóvel, enquanto os Toyota Tacoma, Ford Ranger e Chevrolet Colorado se mantêm fiéis ao chassis de longarinas tradicional. Para uns, é precisamente essa a graça — conforto e comportamento de automóvel. Para outros, é o motivo pelo qual nunca pareceu uma pickup a sério.
A Honda ainda não disse nada sobre uma mudança de arquitetura — por isso não convém adiantar factos: não há qualquer confirmação de que a terceira geração passe a chassis de longarinas. O atual Ridgeline parte dos 40.795 dólares nos Estados Unidos.