02:42 18-12-2025
Os sistemas de áudio automotivo que transformam o carro em estúdio
O áudio de fábrica nos carros modernos deixou de ser mero pano de fundo: cada vez mais ele pesa na escolha entre um modelo e outro. As marcas já não competem só pela contagem de alto-falantes, mas pela afinação do palco sonoro, pelo isolamento da cabine, por modos digitais e, principalmente, por quão fielmente o sistema trata vozes e instrumentos reais. Na lista de destaques publicada pelo SPEEDME.RU, alguns modelos fazem a música soar como se você tivesse entrado numa sala dedicada à escuta.
O Volvo EX90 combina um conjunto Bowers & Wilkins com 25 alto-falantes a um modo Abbey Road Studios que redesenha a apresentação para evocar uma sala de estúdio, e não apenas o interior de um crossover. Já o Mercedes-Maybach S 680, com sistema Burmester e 30 alto-falantes, aposta na clareza impecável e no cancelamento ativo de ruído: a estrada se afasta e o miolo da gravação vem à tona. É uma abordagem que naturalmente destaca nuances e convida a simplesmente ouvir.
O Lincoln Aviator Black Label com Revel Ultima (28 alto-falantes) cria um palco que envolve e parece suspender o som ao redor dos ocupantes ao posicionar parte do arranjo acima da cabeça. No Range Rover Autobiography, o Meridian Signature (29 alto-falantes) não corre atrás de volume puro; foca em profundidade e precisão, deixando as camadas de um arranjo aparecerem com clareza — um acerto que privilegia timbres e separação.
O McIntosh do Jeep Wagoneer (19 alto-falantes) entrega um caráter encorpado, amigo do rock, com palco largo. O Cadillac Celestiq com AKG Studio Reference (38 alto-falantes) mira o equilíbrio de nível de estúdio e uma experiência consistente de qualquer assento. E o BMW Série 7 com o Diamond Surround Sound (36 alto-falantes) oferece perfis que vão de uma atmosfera de sala de concertos a uma leitura mais cinematográfica, permitindo ajustar o humor da viagem com facilidade.