03:25 12-01-2026
Avanço em bateria de sódio‑enxofre: alta potência, segura e barata
Pesquisadores chineses apresentaram uma bateria que pode remodelar radicalmente o mercado de armazenamento de energia. A solução combina sódio e enxofre e se posiciona para superar as rivais à base de lítio em densidade, segurança e preço.
Um avanço na química
O estudo conduzido na Universidade Jiao Tong de Xangai enfrenta as fraquezas centrais das células convencionais de sódio–enxofre — baixa tensão de operação e a necessidade de excesso de sódio. Em vez da reação padrão S/Na2S, a equipe adotou uma nova química redox S0/S4+ e dispensou totalmente um ânodo ativo. No lugar dele, entra um coletor de corrente de alumínio, enquanto o cátodo usa enxofre S8.
Números de referência e segurança
Em conjunto com um eletrólito cloraluminato não inflamável, o protótipo já entrega até 1.198 W/kg nos primeiros testes. Com um catalisador Bi‑COF, esse número sobe para 2.021 W/kg — uma faixa que a maioria das baterias atuais não alcança. O eletrólito em si não entra em ignição, reduzindo de forma acentuada o risco de incêndio. No papel, esses valores redefiniriam as expectativas para pacotes de veículos elétricos e armazenamento estacionário, embora a bancada do laboratório seja apenas o primeiro obstáculo.
Preço e entraves do mundo real
A projeção de custo é de cerca de US$ 5 por kWh, algo próximo a uma ordem de grandeza abaixo das baterias de lítio. Os poréns são substanciais: o eletrólito é agressivo, difícil de fabricar e ainda precisa provar durabilidade a longo prazo no uso real. Até que essa resistência seja demonstrada, a promessa é forte, mas pede otimismo comedido — no universo dos elétricos, o pacote soa tentador; o desafio é sair do laboratório sem perder essas virtudes.