19:33 13-01-2026

Calibração de ADAS: por que batidas leves e troca de para-brisa estão mais caras

Batidas leves e toques de para-choque a baixa velocidade estão ficando visivelmente mais caros de consertar à medida que os sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS) se espalham pelo mercado. O conjunto abrange manutenção de faixa, frenagem automática de emergência, monitoramento de ponto cego e controle de cruzeiro adaptativo. Pesquisas do setor apontam que, até 2028, o número de veículos com ADAS quase vai dobrar.

Hoje, cerca de 23% dos carros envolvidos em um acidente exigem calibração ou reparo de componentes de ADAS. Mesmo serviços aparentemente simples, como a troca do para-brisa, podem pedir um novo acerto de câmeras e sensores. Em média, a calibração de ADAS fica em torno de US$ 500 atualmente, e o valor segue em alta. A eletrônica de segurança traz complexidade — e isso aparece no orçamento. O que era tarefa de rotina virou etapa técnica, com preço à altura.

O gargalo não é a falta de câmeras ou radares, e sim a própria complexidade do procedimento. O ajuste correto requer equipamentos e software especializados que muitas oficinas não têm. Na prática, os veículos acabam encaminhados para concessionárias ou empresas independentes de diagnóstico, o que alonga prazos e infla a conta final — uma etapa extra que custa tempo e pesa no bolso.

Há ainda o papel do vidro: desde 2017, os preços de substituição do para-brisa subiram cerca de 50%. Especialistas reforçam que o trabalho em ADAS não é opcional — sem a calibração correta, o carro é considerado inseguro. Vale lembrar disso ao checar um veículo depois de uma batida, porque assistentes fora de ponto afetam diretamente a segurança e também os pagamentos de seguro.