O mercado automóvel europeu enfrenta uma pressão crescente de novos intervenientes, especialmente dos fabricantes chineses. Xavier Martine, responsável da Hyundai Europa, sublinhou esta tendência, referindo a competição intensificada e as mudanças nos padrões de procura.

No ano passado, a Hyundai vendeu cerca de 535.000 veículos na Europa, mantendo o seu volume de vendas. Incluindo a região alargada, o número atingiu 603.000 unidades. A empresa destaca a qualidade do negócio e a sua quota no segmento privado, onde detém 4,7%, em vez de se focar apenas no volume.

A eletrificação continua a ser uma prioridade chave. A Hyundai já cumpriu os seus próprios objetivos de emissões de CO2 sem recorrer a parcerias com outros fabricantes. Nos próximos 18 meses, a marca planeia lançar cinco novos modelos nos segmentos de massas B e C.

Na Alemanha, as vendas caíram 3% para 94.000 veículos, mas a Hyundai mantém a posição de maior marca asiática, com uma quota de mercado de 3,3%. A empresa também reduziu a sua parte de autorregistos para 30%, apostando num modelo de vendas mais sustentável.

Apesar da crescente concorrência das marcas chinesas, a Hyundai considera a sua estratégia equilibrada. A empresa salienta que o sucesso dependerá da qualidade do produto, do design e do serviço. Neste contexto, as discussões sobre qual carro escolher tornam-se mais frequentes, especialmente com a expansão das opções e novas tecnologias. Não se espera um crescimento significativo das vendas antes de 2027. Por agora, a Hyundai concentra-se num desenvolvimento estável e na adaptação ao mercado em evolução.