No final dos anos 1980, a Suzuki, fabricante japonesa de automóveis, processou a Consumer Reports por uma avaliação do seu novo SUV Samurai para o mercado norte-americano. O relatório alegava que o veículo poderia capotar "facilmente" durante manobras bruscas. Após a publicação do artigo, as vendas despencaram, embora o Samurai tivesse superado o Jeep Wrangler em uma proporção de dois para um em 1987.

A Suzuki argumentou que a metodologia de teste estava falha. Segundo a empresa, o motorista da Consumer Reports realizou deliberadamente curvas excessivamente agressivas em alta velocidade para induzir o capotamento. A Administração Nacional de Segurança no Trânsito Rodoviário dos EUA já havia observado que utiliza sistemas robóticos para esses testes, enquanto a Consumer Reports empregou um motorista humano, o que aumenta a variabilidade dos resultados.

Críticas semelhantes foram direcionadas ao Isuzu Trooper, cujas vendas também caíram. A Isuzu saiu do mercado norte-americano em 2008 devido à baixa rentabilidade.

No final, ambas as partes concordaram em encerrar o processo. A Suzuki reconheceu o compromisso da Consumer Reports com a objetividade, e a Consumers Union reconheceu a dedicação da montadora em construir veículos seguros.

Este episódio tornou-se um alerta para a indústria: uma avaliação negativa pode impactar significativamente as vendas, especialmente para SUVs de nicho. Para compradores que pesquisam veículos bem avaliados, serve como um lembrete de quão cruciais são os métodos de teste e a formulação das conclusões.