Dan Priestley, diretor do programa do Tesla Semi, afirmou que o caminhão‑trator elétrico passou por melhorias profundas após uma atualização de projeto. Disse que testou pessoalmente a versão retrabalhada e que, na sua visão, as mudanças devem agradar aos clientes. Envolvido com o Semi desde 2015, Priestley acompanhou cada etapa do desenvolvimento — e a confiança de quem está tão perto do produto costuma dizer muito.

As atualizações foram detalhadas pela primeira vez na reunião de acionistas da Tesla de 2025. A empresa redesenhou o exterior do caminhão com foco explícito em eficiência: novo para-choque dianteiro com canais aerodinâmicos aprimorados, para-brisa panorâmico mais compacto, linha de teto mais limpa e uma barra de luz alinhada à linguagem atual da marca. Tudo isso mira reduzir o arrasto aerodinâmico. O visual mais enxuto não é mero capricho — em elétricos de longa distância, cada ponto de aerodinâmica conta, e a lógica por trás dessas escolhas é difícil de contestar.

O redesenho coincidiu com a conclusão da Semi Factory no complexo da Gigafactory Nevada. A Tesla planeja aumentar a produção no próximo ano. Elon Musk afirmou que a demanda pelo Semi continua extremamente alta. Grandes clientes do programa piloto, como Frito-Lay e PepsiCo, avaliam os caminhões em autonomia, eficiência e confiabilidade — exatamente o tipo de prova de uso que molda a reputação de um veículo comercial; se os resultados forem consistentes, isso costuma pesar mais do que qualquer apresentação de palco.

O primeiro usuário em larga escala do Tesla Semi será a própria Tesla, que pretende empregar os caminhões em suas operações de logística. Além das grandes frotas corporativas, o pesado elétrico também é apresentado como uma alternativa para pequenos negócios focados em transporte e redução de custos operacionais — uma proposta que, se os números fecharem, pode impulsionar a adoção de forma silenciosa. Começar em casa parece uma jogada sensata: ajuda a ajustar arestas e a demonstrar serviço.