Bugatti Tourbillon aposta em cockpit analógico, sem telas
Bugatti Tourbillon com interior analógico sem telas: instrumentos mecânicos de inspiração relojoeira e powertrain V16 de 1.800 cv. Chega em 2026. Limitado.
A Bugatti revelou o interior do hipercarro Tourbillon e, numa ruptura deliberada com a tendência digital de hoje, aboliu as telas por completo. Enquanto muitas marcas correm para encher as cabines de displays gigantes e superfícies táteis, a francesa aposta num ambiente totalmente analógico, pensado para atravessar décadas. Soa como uma declaração silenciosa de prioridades: menos pixels, mais permanência.
Ignacio Martinez, responsável pelo design de interiores, afirma que a missão era criar um espaço desdigitalizado, imune ao envelhecimento e fiel ao DNA da marca. A empresa observa que os proprietários costumam ficar com seus carros por muito tempo e não querem um habitáculo datado após alguns anos. Nesse quadro, a decisão parece pragmática: interfaces de software envelhecem depressa, enquanto a mecânica refinada costuma carregar o tempo com dignidade — e aqui a escolha parece especialmente coerente.

O conjunto de instrumentos do Tourbillon é inteiramente mecânico. Cada componente foi desenvolvido com especialistas da relojoaria suíça e traz um espírito estético do início do século XX. Tecidos criados especialmente aparecem no acabamento, e a Bugatti descreve essa abordagem como car couture. Apesar do apelo retrô, o interior atende às normas atuais de segurança, com posicionamento adequado de airbags e cintos.
Sucessor do Chiron, o Bugatti Tourbillon terá produção limitada a 250 unidades, todas vendidas antes mesmo da estreia oficial. O preço-base foi fixado em US$ 4,1 milhões, antes de impostos e personalização. O hipercarro combina um V16 de 8,3 litros aspirado a três motores elétricos para entregar 1.800 cv. Acelera até 97 km/h em 1,9 segundo e figura entre os esportivos mais avançados de 2026. No papel, o desempenho acompanha o drama do seu cockpit analógico.