A Rivian continua a ampliar suas ambições em direção à condução autônoma, mas traça um limite nítido: o que considera mais valioso permanece dentro de casa. Após um acordo tecnológico de US$ 5,8 bilhões com o Grupo Volkswagen, ficou claro que a funcionalidade sem motorista exibida nos protótipos do Rivian R2 não faz parte do esforço conjunto. O acerto cobre uma arquitetura zonal de controle, um sistema operacional em tempo real e infotenimento, mas deixa de fora as soluções de interface e a IA que as sustenta. É um recado: proteger as camadas realmente diferenciadoras é prioridade.

A principal intriga é o avanço paralelo da Rivian no seu Large Driving Model (LDM), essencialmente um grande modelo de ponta a ponta voltado ao controle do veículo e, em espírito, alinhado aos grandes modelos de linguagem. A empresa descreve a tecnologia como um sistema que aprende com o tempo e amplia gradualmente a autonomia especificamente nos veículos Rivian. Em vez de perseguir robotáxis, a marca defende uma noção de autonomia pessoal — como a picape ou o SUV indo buscá-lo no aeroporto e levando-o para casa. Essa escolha soa como uma aposta pragmática em recursos que os proprietários podem usar no dia a dia.