No fim de janeiro de 2026, a Mercedes-Benz encerra um capítulo de design: o chefe de estilo Gorden Wagener está de saída e, com ele, se vai a fase em que a marca deixou a austeridade de lado para abraçar mais emoção. A imprensa especializada informa que seu mandato termina em 31 de janeiro e aponta Bastian Baudy, vindo da Mercedes-AMG, como sucessor.

Os modelos mais marcantes desse período vêm fácil à memória porque remodelaram a linguagem visual da marca, segundo o 32CARS.RU. Wagener contribuiu para o SLR McLaren, onde referências retrô encontraram a escultura de um supercarro; depois veio a revolução de formato com o CLS, que transformou o sedã em um cupê de quatro portas desejável. O SLS AMG com portas asa-de-gaivota virou símbolo dessa ousadia, e o AMG GT e o Classe S Coupé consolidaram o rumo, fazendo a Mercedes parecer nitidamente mais sofisticada mesmo quando a base técnica continuava mais convencional.

Nem tudo saiu impecável: os primeiros elétricos EQ receberam críticas por linhas excessivamente suavizadas, e os interiores, por sobrecarga de telas. Ainda assim, o design acabou sendo um dos motivos para o interesse pela Mercedes permanecer forte nos últimos 15 anos, inclusive no mercado de usados. No balanço, a maior conquista não está em um traço específico, mas em ter empurrado a marca a assumir riscos em vez de desenhar por hábito — algo que, claramente, fez diferença.