A General Motors vem ampliando de forma consistente a presença do novo Chevrolet Sonic, crossover anunciado pela primeira vez para o Brasil no fim do ano passado. O modelo não ficará restrito a um único mercado: a chegada a vários países da América do Sul está prevista para o segundo semestre. A produção será concentrada no Brasil, que atuará como base principal de vendas e também como polo de exportação.

Fontes indicam que a GM pretende fazer do Sonic um de seus modelos mais enviados ao exterior a partir do Brasil. A primeira onda mira o Mercosul — Argentina, Paraguai e Uruguai —, e a Argentina já confirmou oficialmente a estreia.

Durante a apresentação da nova estratégia de marketing da Chevrolet, Martin Llambi, presidente do Plan Chevrolet na GM Argentina, afirmou que o crossover Sonic passará a integrar a linha da marca no segundo semestre e será tratado como produto-chave para o mercado local.

Na etapa seguinte, o plano prevê um lançamento gradual pelo cluster Pacífico da GM, que inclui Chile, Colômbia, Peru, Equador e Bolívia. A lista final de mercados ainda está sendo definida, mas o objetivo é claro: ampliar a presença do Sonic na região o máximo possível.

Posicionado como um crossover compacto derivado de um hatch de entrada, o novo Chevrolet Sonic entra em um segmento que cresce com vigor no Brasil e em outros países sul-americanos. O modelo se encaixa na estratégia da GM para mercados em desenvolvimento, apostando em um formato que combina tamanho prático para a cidade com a versatilidade típica dos SUVs.

Ao expandir o alcance do Sonic, a GM reforça a aposta em crossovers acessíveis como motor de volume, especialmente onde os consumidores vêm se afastando dos hatches tradicionais. O desenho do plano soa pragmático: produzir onde a demanda é mais forte e escalar regionalmente para manter o ritmo. Nesse xadrez regional, coerência pesa mais que ousadia — e a estratégia proposta parece seguir essa linha.