A montadora chinesa Changan apresentou oficialmente sua nova tecnologia híbrida de última geração, chamada Blue Whale Ultra Hybrid. Segundo a empresa, o sistema consegue um consumo de combustível inferior a 3 litros por 100 quilômetros em condução urbana. O desenvolvimento desta nova plataforma híbrida levou cerca de seis anos, envolveu mais de mil engenheiros e exigiu investimentos superiores a 2 bilhões de yuans.

No seu cerne, o sistema baseia-se num conceito de integração mais profunda das tecnologias elétricas nos grupos motopropulsores tradicionais. Ao contrário dos híbridos convencionais que dependem principalmente dos motores de combustão interna, esta nova arquitetura atribui igual importância tanto ao motor a gasolina como ao sistema elétrico.

A Changan afirma que o sistema combina 163 tecnologias-chave do grupo motopropulsor. Antes do lançamento, foi submetido a testes extensivos, abrangendo mais de 2 milhões de quilómetros em estradas de todo o mundo e avaliações em mais de 70 tipos de superfícies rodoviárias.

O principal objetivo do desenvolvimento é oferecer aos condutores os benefícios dos veículos elétricos sem a necessidade de carregamento regular da bateria. O fabricante alega que o novo sistema híbrido reduz o consumo de combustível, melhora a suavidade da condução e diminui os níveis de ruído.

Na prática, este detalhe é relevante porque a empresa também salienta que são vendidos globalmente mais de 70 milhões de veículos com motores de combustão interna anualmente. Neste contexto, as tecnologias híbridas podem funcionar como um passo de transição crucial entre os carros tradicionais e o transporte totalmente elétrico.

Para o mercado automóvel, este é um dos segmentos de crescimento mais rápido. Os fabricantes chineses estão a concentrar-se cada vez mais no desenvolvimento de híbridos, com o objetivo de encontrar um equilíbrio entre a eficiência dos veículos elétricos e a infraestrutura familiar dos carros a gasolina.