O conhecimento cresce. A confiança, não. Cada vez mais americanos compreendem o que é verdadeiramente um carro totalmente autónomo — e continuam sem querer entrar num. É essa a conclusão do mais recente J.D. Power 2026 U.S. Mobility Confidence Index, realizado em conjunto com o MIT Advanced Vehicle Technology Consortium. Em 2026, 58% dos americanos definiram corretamente o que significa «automação total». Há dois anos, eram apenas 43%.
E a confiança? Congelada. O índice de confiança na mobilidade autónoma manteve-se nos 39 pontos em 100. Nem um ponto de progresso em dois anos, apenas dois acima do valor de 2023. O veredicto dos analistas é cortante: a familiaridade com a tecnologia não chega. Saber não é acreditar.
O ponto crítico continua o mesmo — a segurança. Seis em cada dez inquiridos disseram-no sem rodeios: o que os impede de entrar num carro sem condutor é o medo pela própria vida. As pessoas preocupam-se com a forma como a máquina vai reagir numa emergência, debaixo de uma chuva torrencial, no trânsito denso da cidade. E aqui as coisas ficam interessantes: a confiança muda radicalmente consoante quem ou o que o robô transporta. 54% dos americanos confiariam a um carro autónomo a entrega de comida. Mas apenas 31% lhe confiariam o próprio filho. E o número mais sombrio para fechar: apenas 16% estão dispostos a partilhar a estrada com um camião totalmente autónomo. A tecnologia avança. As pessoas — não.