A BMW já prepara a sucessora do M3 — e, pela primeira vez na história, a lendária berlina terá um gémeo que anda quase em silêncio. Ao lado da nova versão a gasolina ergue-se uma alternativa elétrica. Uns chamam-lhe BMW i3 M, outros iM3. Há pouco um protótipo saiu para o Nürburgring, e os primeiros metros disseram tudo: não é um vulgar «ferro de engomar da reta».
A berlina de testes não se limitou a acelerar — cravou-se nos ápices, encadeou as sequências de curvas e, a certa altura, partiu para uma derrapagem controlada. Para um pesado carro a bateria, isso vale muito. A BMW M procura preservar não os números frios, mas aquele caráter vivo pelo qual se compra um M3. A potência é bonita. Mas na pista vê-se de imediato se um carro sabe mudar de direção e aguentar volta após volta.
O M3 elétrico deverá coroar a futura gama i3 sobre a arquitetura Neue Klasse. Será difícil distingui-lo do novo M3 a gasolina — mas sob a carroçaria, segundo os primeiros dados, os dois quase nada partilham. A versão de combustão mantém o seis em linha biturbo, e a sua potência deverá rondar os 550 cv.
O elétrico joga noutro campeonato. Os que sabem falavam antes de quatro motores — um por roda — e uma potência combinada de cerca de 1000 cv. Agora surgem indícios de que nem esse número será o tecto. Se os rumores se confirmarem, o iM3 não vai apenas substituir o M3 na era elétrica: vai enfrentar de frente as berlinas desportivas mais potentes dos novos tempos. Mas o mais interessante está noutro lado: segundo um relatório recente, o M3 elétrico poderá custar mais ou menos o mesmo que o a gasolina.
E é aqui que a escolha se torna verdadeiramente dolorosa — não só para os fãs da marca, mas para todos os que ainda viam os elétricos como um brinquedo caro. A estreia completa é esperada para o final de 2026 ou início de 2027. O M3 atual despede-se em alto e bom som. Mas o próximo capítulo promete ser ainda mais barulhento — mesmo que o carro em si ande quase sem ruído.