O elétrico compacto que se recusa a desperdiçar um único quilowatt

O elétrico compacto que se recusa a desperdiçar um único quilowatt
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Pavel Pavlov
Autor: Pavel Pavlov

A Audi revela as primeiras especificações do A2 e-tron: 12,8 kWh/100 km, coeficiente de 0,24 e uma bateria LFP pensada para durar mais.

A Audi acaba de declarar guerra ao desperdício de energia — e parece estar a vencê-la sem queimar um único quilowatt a mais. A marca revelou as primeiras especificações detalhadas do seu elétrico compacto A2 e-tron, cuja apresentação está marcada para o outono de 2026. A versão de 140 kW, cerca de 190 cv, com o pacote de eficiência opcional, registou um consumo WLTP preliminar de 12,8 kWh por cada 100 km. O fabricante apresenta-o como o Audi mais eficiente de sempre. A homologação final, contudo, ainda não está concluída.

O segredo não está apenas na bateria. Uma parte significativa do resultado deve-se à aerodinâmica. O coeficiente de resistência é de 0,24 — o melhor valor entre os modelos compactos da marca. As entradas de ar ativas, o fundo praticamente selado, jantes específicas e elementos em torno das cavas das rodas reduzem em conjunto o consumo até 0,9 kWh/100 km em comparação com o mesmo carro sem estas soluções. Pormenores menores? Talvez. Mas somam-se.

O A2 e-tron recebe um motor síncrono de ímanes permanentes, eletrónica de potência em carboneto de silício e um redutor com uma relação de 10,2:1. Segundo a Audi, a transmissão renovada é até 10% mais eficiente. O foco não está na potência máxima, mas sim em reduzir perdas na condução habitual, tanto na cidade como na estrada — o cenário do dia a dia que realmente conta.

Depois há a bateria. A bateria LFP tem uma capacidade de 61 kWh, dos quais 58 kWh são utilizáveis. Num carregador rápido aceita até 105 kW e carrega de 10% a 80% em 26 minutos. O fabricante permite ainda carregar regularmente até 100%: a química LFP, mais estável, deverá envelhecer mais devagar, embora só o uso real dos carros de série o confirme.

O elétrico também consegue alimentar dispositivos externos e devolver energia à rede doméstica. A função Vehicle-to-Home estará disponível primeiro na Alemanha, Áustria e Suíça, e exigirá um posto de carregamento recomendado pela Audi.

As encomendas deverão abrir após a apresentação de outono, com as primeiras entregas anunciadas ainda antes do final de 2026. O preço e a autonomia oficial continuam, no entanto, por revelar — e sem eles é difícil avaliar verdadeiramente quão atrativo é este consumo recorde. Resta esperar.

A Audi já tinha confirmado anteriormente o regresso dos modelos híbridos ao mercado norte-americano.

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