13.990 euros, e isto ainda não é toda a verdade. A Geely abriu em Espanha as reservas do seu elétrico compacto E2, conhecido na China como Xingyuan, entrando com um preço que parece quase indecentemente baixo. Esse valor inclui apoios estatais, um desconto por financiamento e promoções de lançamento, pelo que o valor real pago por muitos compradores pode acabar por ser bem diferente.
Sem apoios, o E2 Pro já está avaliado em 17.900 euros. Depois de terminado o período de pré-reserva, o preço com os benefícios em vigor deverá subir para 14.490 euros. A diferença entre o preço de lançamento e o preço completo chega aos 3.910 euros, ou seja, 21,8%. Um número a ter em conta perante um preço tão tentador no site.
Para obter um desconto adicional de 500 euros, o comprador tem de deixar um sinal do mesmo valor, o clássico esquema de «pagar para poupar». O site oficial da Geely confirma este mecanismo, mas ainda não publica uma lista de preços nem uma data exata para a abertura das encomendas. A única certeza é que a promoção se mantém até ao arranque oficial das vendas.

O E2 Pro de base recebe uma bateria LFP de 35 kWh e uma autonomia de 252 km no ciclo combinado WLTP. As versões Pro+ e Max+ vão mais longe, com uma bateria de 47 kWh que eleva a autonomia declarada para 345 km. No ciclo urbano, o valor sobe mesmo até aos 497 km, algo que a Geely confirma em separado.
Um único motor elétrico de 85 kW, ou seja, 115 cv, aciona as rodas traseiras. O comprimento da carroçaria é de 4.140 mm, com um entre-eixos de 2.650 mm. A bagageira traseira oferece 375 litros, e a dianteira soma mais 70, um volume notável para este segmento.
O lançamento oficial da novidade chinesa no mercado está previsto para 9 de setembro. A própria Geely tinha anunciado que os carros chegariam aos concessionários no início de setembro, com as primeiras entregas a clientes já no final do mês.
O verdadeiro teste será a lista de preços oficial. Será ela a mostrar as condições reais de financiamento, o real peso do apoio estatal e quanto custará o E2 a quem o pagar sem qualquer subsídio.