A Bugatti pegou no carro mais louco da sua gama — o monstro de pista Bolide, com os seus 1.600 cv — e transformou-o numa escultura. O chassi e o W16 mantiveram-se exatamente iguais. Já o visual agressivo, a equipa de design decidiu simplesmente não o transportar. Numa nova entrevista, o diretor de design principal da Programme Solitaire, Clark Wu, revelou os detalhes do projeto: a carroçaria do Destrier tem cerca de um metro de altura, e os faróis dianteiros são compostos por 16 elementos distintos, um por cada cilindro do motor.
E este não é um Bolide «suavizado», sublinhou Wu à Motor1. É uma abordagem completamente diferente. As proporções extremas do carro-base foram mantidas na íntegra, mas as enormes entradas de ar verticais foram redesenhadas até se tornarem irreconhecíveis — a conduta de ar foi integrada no teto, e as linhas da carroçaria tornaram-se muito mais limpas e sóbrias. A equipa não andava atrás da agressividade visual. O objetivo era outro: uma forma que não envelheça nem daqui a várias décadas.
Sob a nova carroçaria esconde-se todo o propulsor do Bolide, sem alterações: o W16 de 8,0 litros com quatro turbos continua a debitar os mesmos 1.600 cv. O Destrier é a terceira criação única da Programme Solitaire e o Bugatti mais baixo da história da marca — o próprio fabricante indica uma altura de cerca de um metro.
Até a característica C-line foi repensada. O friso metálico atravessa agora a porta sem interrupção, e mantém-se contínuo mesmo com a porta aberta. O interior também foi criado inteiramente de raiz — para um cliente específico. A Bugatti chama à cor exclusiva da carroçaria Sapphire Celeste.
Nunca haverá um segundo exemplar. É essa toda a filosofia da Programme Solitaire: no âmbito do programa, a Bugatti constrói no máximo dois carros individuais por ano, reaproveitando chassis e propulsores existentes, mas criando para eles carroçarias e interiores totalmente novos. O trabalho no Destrier ainda não terminou — a entrega ao proprietário só está prevista para 2028.