Os híbridos plug-in estão voltando com força em 2026, especialmente para quem dirige na cidade e quer um carro elétrico, mas ainda não está pronto para depender totalmente da infraestrutura de recarga. As baterias estão maiores, a autonomia elétrica aumentou e os preços de vários modelos caíram para níveis mais acessíveis.
O modelo mais acessível é o BYD Atto 2 DM-i, com preço inicial de €23.740. Ele está disponível em duas potências: 166 cv e 212 cv. A bateria básica de 7,8 kWh oferece 40 km de autonomia elétrica, enquanto a maior, de 18 kWh, chega a 90 km. O consumo de combustível é de 1,8 L/100 km.

O MG HS PHEV continua sendo um forte concorrente, com 272 cv, bateria de 21,4 kWh, até 90 km de autonomia elétrica e preço a partir de €24.548. Também estão na disputa o Jaecoo 7 SHS e o Ebro S700 PHEV. Ambos usam motor 1.5 litro a gasolina com dois motores elétricos, gerando 279 cv e prometendo cerca de 90 km de condução puramente elétrica. O Jaecoo parte de €27.990, o Ebro de €28.990.
Não é surpresa que o BYD Seal U DM-i esteja na lista – é um dos híbridos plug-in mais vendidos. Dependendo da versão, oferece 218 ou 324 cv, com baterias de 18,3 ou 26,6 kWh. A autonomia elétrica fica entre 80 e 125 km. Os preços começam em €31.990.
Modelos europeus e japoneses mais conhecidos também brilham. O Ford Kuga PHEV entrega 243 cv e cerca de 70 km de autonomia elétrica; o Toyota C-HR PHEV oferece cerca de 220 cv e até 66 km; e o Peugeot 308 Plug-in Hybrid produz 196 cv a partir de uma bateria de 17,2 kWh, com autonomia de até 86 km. Os preços iniciais ficam em torno de €33.500.

O novo Citroën C5 Aircross foca no apelo familiar: 195 cv, bateria de 21 kWh, até 86 km no elétrico e autonomia total superior a 1.100 km. O Lynk & Co 01 completa a lista como uma opção mais distinta, com 280 cv, 535 Nm de torque e bateria de 17,7 kWh que garante 75 km de deslocamento elétrico.
A maior mudança no mercado de PHEVs é que esses carros deixaram de ser apenas uma tecnologia ponte. Com muitos modelos agora capazes de 80 a 100 km de autonomia elétrica, eles funcionam como VE durante a semana e como crossovers de longa distância nos fins de semana. Essa flexibilidade é exatamente o que os compradores estão dispostos a pagar.