Mesmo chassis, dois caracteres — uma lição de tuning sem um único acessório a mais

Mesmo chassis, dois caracteres — uma lição de tuning sem um único acessório a mais
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Dmitry Yakin
Autor: Dmitry Yakin

A MJ Motorsports dispensou bull bars e rampas de luzes no tejadilho. O atelier havaiano apostou em carroçaria branca, o lift certo e pneus a sério — e bastou.

Dois SUVs brancos na mesma plataforma — e caracteres completamente diferentes. Lexus GX 550 e Toyota Land Cruiser assentam na arquitectura comum de chassis em escada TNGA-F, mas depois da passagem pela MJ Motorsports parecem duas respostas para a mesma pergunta: como deve ser um todo-o-terreno moderno quando se lhe tira tudo o que é supérfluo?

O atelier havaiano de Waipahu não transformou estes carros em projectos de salão com guinchos, tejadilhos de expedição e meio tecto cheio de barras LED. A aposta foi uma imagem limpa: carroçaria branca, postura certa, jantes grandes e borracha off-road agressiva. E sabem que mais? Foi suficiente.

O Lexus GX 550 recebeu o estilo mais contrastante. Anda sobre um kit de elevação Ready Lift de 1,5 polegada — cerca de 38 mm. Nas cavas das rodas, jantes Vossen HFX-4 pretas de 22 polegadas com 9,5 de largura, calçadas com pneus Toyo Open Country R/T Trail na medida 275/50 R22. O preto destaca-se contra o branco e aproxima visualmente o GX de um SUV urbano caro que mantém uma reserva real para o todo-o-terreno.

O Toyota Land Cruiser parece mais prático e mais bruto. Para ele foram escolhidas jantes Method Race Wheels MR709 de 17 polegadas, 8,5 de largura com offset +25, e pneus Toyo Open Country R/T Trail na medida 285/70 R17. O espaço para essas rodas veio graças a um kit Eibach de 3 polegadas — cerca de 76 mm. Ao contrário do Lexus, aqui as jantes não são pretas, mas polidas. O resultado é menos premium — e mais preparado para a estrada de terra.

Lexus GX 550
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Há diferença debaixo do capôt também — e é considerável. O Lexus GX 550 para os Estados Unidos monta um V6 biturbo a gasolina de 3,4 litros com 349 cv e 649 Nm. O Toyota Land Cruiser para o mercado norte-americano só é proposto com o grupo híbrido i-Force Max: turbo de 2,4 litros mais electrificação, no total 326 cv e 630 Nm. Portanto a escolha entre eles não é só uma questão de estética.

O GX é potência e estatuto, com sotaque premium. O Land Cruiser é mais racional, mais sereno na imagem e mais próximo do guio off-road clássico — sobretudo com jantes mais pequenas e pneus mais carnudos. Os dois projectos provam uma coisa simples. Fazer tuning a um SUV de chassis em escada não tem de ser pesado. Às vezes basta a altura certa, as jantes certas e a borracha certa — e o carro parece logo pronto para o trajecto que começa onde o asfalto termina.

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