Quanta potência é realmente suficiente? O Lamborghini Revuelto já debita 1.015 cv de fábrica, mas a Novitec conseguiu extrair mais 33 «cavalos» e fez o supercarro italiano parecer acabado de fugir de um circuito. O pacote do preparador alemão junta aerodinâmica em carbono desenvolvida em túnel de vento, jantes Vossen forjadas, molas desportivas e um novo escape. Há, porém, um detalhe: este espetacular Revuelto roxo não é uma estreia totalmente nova. O pacote completo foi apresentado no final de março de 2026.
E o carbono não está ali apenas para ficar bem nas fotografias. A Novitec desenvolveu os componentes aerodinâmicos em túnel de vento, acrescentando novos elementos dianteiros, capô, saias laterais, detalhes nas portas, capas dos espelhos e peças revistas na traseira. O carro apresentado usa jantes NL5 forjadas de 21 polegadas à frente e 22 polegadas atrás. As molas desportivas baixam o supercarro em cerca de 25 mm. Mais baixo, mais agressivo e visualmente ainda mais largo.
A alteração mais interessante, contudo, está escondida atrás. Para o V12 atmosférico de 6,5 litros, a Novitec criou um sistema de escape com isolamento térmico em aço inoxidável ou Inconel leve. Com catalisadores desportivos, o motor ganha 24,2 kW, ou 33 cv. A potência total do sistema híbrido sobe assim dos 1.015 cv de série para 1.048 cv. Os três motores elétricos permanecem totalmente de origem.
E surge aqui um paradoxo curioso. A Novitec leva o Revuelto aos 1.048 cv, enquanto o Revuelto SV de fábrica já produz 1.065 cv. Então porquê modificá-lo? Porque este programa procura menos vencer uma guerra de números e mais criar individualidade. Carbono, postura rebaixada, jantes raras e uma voz V12 mais presente tornam este Revuelto difícil de confundir até com outro Revuelto. Neste patamar, isso pode valer mais do que algumas dezenas de cavalos adicionais.