Rastatt está prestes a receber exatamente aquilo que lhe faltava há anos — um modelo novo capaz de preencher linhas de produção que iam ficando vazias. A 17 de julho, a Automobilwoche noticiou, citando fontes internas do grupo, que a próxima geração do crossover compacto GLA vai continuar na fábrica alemã, apesar dos persistentes rumores sobre uma possível transferência da produção.
O novo GLA vai passar para a plataforma Mercedes Modular Architecture, a mesma que já equipa o CLA. A versão totalmente elétrica chega primeiro ao mercado, e só em 2027 se juntarão os híbridos a gasolina. Esta ordem pode parecer estranha à primeira vista, mas revela algo maior: a Mercedes aposta no elétrico mesmo num segmento há muito dominado pelo motor de combustão. A apresentação está marcada para 29 de julho de 2026 — já não falta muito.
O GLA elétrico fecha dois capítulos ao mesmo tempo: substitui o atual EQA e afasta as versões híbridas da geração cessante do GLA. Coincidência? Dificilmente — antes uma jogada calculada. Espera-se que o novo modelo ajude a fábrica, dimensionada para cerca de 200.000 automóveis por ano, a atingir finalmente a carga de trabalho adequada.
Enquanto esta reorganização decorre em Rastatt, a produção do Classe A e do Classe B vai sendo reduzida gradualmente e transferida para a Hungria. O novo GLA entra na linha de montagem no outono de 2026, mesmo ao lado do CLA, já produzido na fábrica em três turnos.