O SUV chinês sobe de patamar — Jetour deixa no México um 4x4 com 1.400 km de autonomia

O SUV chinês sobe de patamar — Jetour deixa no México um 4x4 com 1.400 km de autonomia
B. Naumkin / Tarantas.News
Autor: Dmitry Yakin

Três filas, 4x4, 892 cv, 1.400 km de autonomia e tank turn. Jetour já não compete só pelo preço.

Os chineses deixaram de ter pudor. A Jetour trouxe o G700 ao México — um enorme SUV de três filas com sistema híbrido plug-in, hardware off-road a sério e números que há cinco anos pareceriam gralhas. Já não é uma entrada tímida por baixo. É um ataque frontal ao segmento premium.

Debaixo do capô — um 2,0 turbo a gasolina mais dois motores elétricos: 210 kW à frente, 300 kW atrás. Segundo a divisão mexicana, a potência combinada chega aos 892 cv. A bateria de 34,1 kWh oferece cerca de 100 km de autonomia puramente elétrica, e a autonomia total é anunciada até aos 1.400 km. Dos 0 aos 100 km/h — 4,6 segundos. Para um SUV familiar de três filas que pesa mais de três toneladas, é um terreno onde as referências habituais começam a desfocar-se.

Jetour G700
B. Naumkin / Tarantas.News

O formato é simples: três filas de bancos, carroçaria quadrada, jantes de 20 polegadas, tração integral e uma aposta clara no conforto. Os bancos capitão da segunda fila — com aquecimento, ventilação e massagem. Por cima, um tejadilho panorâmico; atrás, um ecrã de 17,3 polegadas. Entre os modos off-road existe até um tank turn, uma rotação no local conseguida com as rodas a girarem em sentidos opostos. Já não é a velha fórmula chinesa do «a mesma coisa, mas mais barata». É uma tentativa real de parecer e sentir-se premium.

No México, o G700 aterra num território dominado por todo-o-terreno com chassis de longarinas e grandes SUV familiares. A Jetour chega com outra receita — impulso elétrico na cidade, seguro a gasolina na autoestrada, habitáculo recheado e um preço abaixo das marcas estabelecidas. Cocktail discutível? Talvez. Mas acerta exatamente onde a concorrência está parada há anos.

Os chineses já não entram apenas por baixo. O G700 é o sinal: agora também querem lutar pelos compradores de todo-o-terreno caros. E esta conversa mal começou.

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