O Tata Tiago 2026 acabou de entrar numa nova década — habitáculo renovado, eletrónica nova, CarPlay e Android Auto sem fios. Parece uma reconstrução total. Mas olhando com mais atenção, os velhos defeitos continuam exatamente no mesmo sítio.
O facelift indiano do Tiago fez o mais importante: matou a sensação de carro barato. O tabliê foi redesenhado, o estofamento é agora cinzento claro, a consola central é nova. Ventilação traseira, apoio de braço central, porta USB-C de 65 W — pormenores, sim, mas precisamente os que separam um «carro barato» de um «carro acessível».
As versões de topo do Tiago carregam agora equipamento que há uns anos pertencia a uma categoria superior: ecrã multimédia de 10,25 polegadas, painel de instrumentos digital, Android Auto e Apple CarPlay sem fios, carregamento sem fios, câmara de 360 graus e aviso de ângulo morto. Para um citadino, isto já não é uma simples «dotação». É uma declaração.
Na estrada, o Tiago continua no seu elemento. Dimensões compactas, direcção leve, óptima visibilidade — trânsito e estacionamentos deixam de ser um castigo. A suspensão privilegia o conforto, a caixa manual revista e a AMT comportam-se ambas de forma previsível. Um carro do dia-a-dia. Sem dramas — e é precisamente aí que está a sua força.
Agora as más notícias. O motor a gasolina 1,2 litros, de três cilindros, cumpre na cidade. Mas perde para os rivais em refinamento: vibra ao ralenti, soa áspero em rotações mais altas. Não é uma tragédia, mas também não é o que se espera depois de um habitáculo tão bem polido.
Segunda surpresa — sem encostos de cabeça traseiros reguláveis e sem sensores de ocupação nos bancos traseiros. E isto com seis airbags e controlo de estabilidade de série. Um lugar estranho para poupar, quando já não é preciso.
Anteriormente, foi noticiado que o Skoda Kodiaq PHEV recebeu a luxuosa versão Exclusive.