A Porsche prepara um facelift do 911 mais extremo da gama — e a julgar pelo que foi flagrado no Nürburgring, esta atualização vai muito além do cosmético. O protótipo do 911 GT3 RS do ano-modelo 2027 anda com uma camuflagem que esconde bem mais do que uma frente nova.
Não esperem revolução no estilo, mas os detalhes são suculentos. O para-choques dianteiro foi totalmente repensado: no lugar da ampla secção central surgem elementos verticais e uma parte inferior bem mais avantajada por baixo da chapa de matrícula. As tomadas laterais parecem mais agressivas, enquanto as saídas nos guarda-lamas dianteiros encolheram.
De perfil, o carro mal mudou, mas as tomadas traseiras foram refeitas. Atrás — uma asa enorme revista, uma nova grelha de extração sob as luzes e um difusor remodelado com bem mais lamelas.
E agora a parte boa. O protótipo não ostenta duas, mas quatro ponteiras de escape: duas centrais e outras duas a flanqueando-as no difusor. Isto já não é cosmética — é a assinatura da sobrealimentação. Andreas Preuninger, chefe da linha Porsche GT, já em 2024 admitia abertamente: para sobreviver à norma Euro 7 o motor precisa de turbo, electrificação, ou ambos. A era atmosférica está a apagar-se e o GT3 RS renovado pode ser o carro que enterra a lenda.
O actual 911 GT3 RS usa um boxer atmosférico de seis cilindros 4,0 litros, com 525 cv e 465 Nm. De 0 a 100 km/h em 3,2 segundos, a 200 km/h em 10,6 segundos, velocidade máxima de 296 km/h. Se os turbocompressores eléctricos da BorgWarner se instalarem mesmo debaixo da tampa do motor, estes números parecerão modestos na próxima geração.