Enquanto a Dodge ainda afina o novo Charger com V8 Hellcat, o Ford Mustang já recebe versões de tuning que elevam tanto a fasquia da potência que um GT de série parece apenas um aquecimento. E uma das respostas mais ruidosas ao futuro Hellcat veio de um lado inesperado — da Hennessey. O pacote Super Venom para o S650 Mustang GT transforma o coupé culto numa fera com 850 cavalos sob o capô.
Por fora, o carro não parece um show-car em esteroides. Sim, tem entradas de ar funcionais nos guarda-lamas dianteiros, embaladeiras, asa traseira sobre a tampa da mala, spoiler ducktail, autocolantes assinados e alguns detalhes inconfundíveis. Mas para um transeunte qualquer continua a ser um Mustang agressivo — não um carro que tenha de gritar os seus números a partir de cada centímetro de chapa. E é precisamente aí que está o seu encanto.
O essencial está escondido sob o capô. O pacote Super Venom traz um sistema de compressor de alto desempenho, uma admissão de precisão afinada para maior fluxo de ar e a calibração HPE própria da Hennessey. O resultado? O V8 de 5,0 litros entrega 850 cv e 881 Nm. O binário máximo está disponível já a 4900 rpm, a potência máxima — a 7250. O Mustang GT de série nunca sonhou com estes números.
A Hennessey não se limita a tornar o coupé mais rápido — constrói um carro que entra no terreno do futuro Dodge Charger SRT Hellcat antes mesmo de ele chegar. No seu próprio campo: o dos grandes V8, dos compressores e da pura força americana. E não chega de mãos a abanar. As alterações não ficaram pelo motor. O Super Venom recebe jantes leves de 20 polegadas, elementos em carbono, embláticos exclusivos, uma placa numerada no tablier, novos tapetes para todas as estações e um habitáculo em pele e Alcântara assinado pela Hennessey. Isto já não é apenas «reprogramação mais compressor» — é um pacote completo com personalidade própria.
A Hennessey sublinha que cada carro é montado de forma profissional, com testes em banco dinamométrico e em estrada. As modificações têm garantia de 3 anos ou 36 mil milhas — ou seja, 57 936 km. Para um carro com esta potência, o detalhe é decisivo: o comprador não paga apenas pelo número do comunicado, mas pela certeza de que o pacote foi validado e não se desfaz depois do terceiro semáforo.
O encanto do Super Venom está em não tentar transformar o Mustang em outra coisa. Continua a ser um clássico coupé americano de V8 — apenas levado a um nível onde 850 cv se tornam o argumento decisivo contra qualquer futuro Hellcat. O novo Charger está apenas a recuperar o seu grande motor a gasolina. E este Mustang já está na linha de partida — com o compressor a girar e um sorriso largo.